domingo, 9 de junho de 2013

O triste uso da Palavra de Deus



Boa tarde amados do Pai Celestial!

Eu tenho vivido dias de muitas alegrias, de muitas bênçãos espirituais sobre a minha vida. Algo que tenho sido impelida pelo Senhor a falar é sobre a conduta de líderes evangélicos em relação ao povo de Deus. Gostaria de enfatizar que reconheço líderes que são uma bênção, ensinam a Palavra de Deus puramente e estão preocupados com o povo. No entanto, há os que estão usando a Palavra de Deus para conseguir os seus objetivos pessoais.

Na tarde deste domingo (9), li, estudei e meditei na Palavra de Deus. Fazendo um estudo sobre jejum, que será ministrado na próxima sexta-feira (14) no Grupo Missionário de Juniores, Deus me levou, creio que foi Ele, a I Reis 21. O capítulo traz o episódio envolvendo o rei Acabe, rei de Israel, e de Nabote, um israelita da cidade de Jezreel (ficava a 39 quilômetros ao Norte de Samaria, capital de Israel).

Na cidade, localizada na planície de mesmo nome, Acabe mantinha uma residência, seu palácio de inverno. Ao lado da casa, Nabote tinha uma área onde plantava uvas. No intuito de fazer uma horta, o rei propõe a Nabote vender a vinha, o que o vizinho não aceitou.

Nabote se baseava na Lei de Moisés, que dizia que as terras das tribos eram de Deus, e o povo era somente mordomo dessa terra. A terra não poderia ser vendida permanentemente, mas era uma herança para toda a família. Em outras nações, o rei poderia tomar a terra que quisesse. Mas Acabe, apesar de já ter se mostrado egoísta e negligente, não forçou Nabote a dar as terras, talvez por conhecer a lei mosaica, e voltou para casa.

A rainha Jezabel, esposa de Acabe, viu o marido triste, amuado. Ela o manda se levantar da cama e, por conhecer as práticas de reis de outras nações, que usavam o poder para conseguir qualquer objetivo pessoal, começou a tramar um plano ardiloso para que o seu esposo tivesse o que mais queria naquele momento: a vinha de Nabote.

Foi a partir daí que Deus me incomodou. A prática de uso da Palavra de Deus em benefício próprio, a bel-prazer, não é de hoje. O rei, naquela época, era considerado o representante de Deus na terra. Portanto, era tipo assim: “Se o rei falou, é porque Deus falou...”. Jezabel usou o poder do rei para enviar cartas às autoridades e nobres da cidade dizendo que havia uma ameaça e que era para ser feito um jejum.

O jejum era feito a Deus, e um dos estopins para um jejum a Deus era uma iminente ameaça ou por causa de uma transgressão. Olha só: Jezabel utilizou o nome de Deus, uma atitude que somos chamados a ter para ter maior intimidade com o Senhor, para nos fortalecer, para conseguir algo pessoal: a terra do vizinho!

Jezabel determinou a presença de duas pessoas de mau caráter para dizerem que Nabote havia blasfemado contra Deus e contra o rei. Pecado desse tipo, de acordo com a Lei de Moisés, era punido com a morte por apedrejamento. Nabote foi condenado e morto. Mas Deus viu tudo isso.

Deus é onisciente, onipresente. Ele vê tudo, está em todos os lugares. Deus determina a Elias ir ter com Acabe e dizer a ele que uma desgraça viria sobre sua família: a morte dele e dos homens de sua família. Uma dinastia estava para ser extinta. Mesmo com o arrependimento de Acabe, que rasgou suas vestes, cobriu o corpo com pano de saco, jejuou e passou a viver em mansidão, o que levou Deus a adiar o cumprimento da profecia por uma geração, Jezabel e o rei (não foi ele quem tramou para Nabote, mas, depois de ficar sabendo o que aconteceu, consentiu com os atos da esposa) pagaram pelo que fez ao inocente vizinho.

Dessa forma, acredito que Deus está vendo tudo o que está acontecendo em nossos dias, como os líderes estão se portando frente ao que diz a Palavra do Senhor.

Deus abençoe a vida de cada um!
Renata Galdino

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