Boa
tarde amados do Pai Celestial!
Eu
tenho vivido dias de muitas alegrias, de muitas bênçãos
espirituais sobre a minha vida. Algo que tenho sido impelida pelo
Senhor a falar é sobre a conduta de líderes evangélicos em relação
ao povo de Deus. Gostaria de enfatizar que reconheço líderes que
são uma bênção, ensinam a Palavra de Deus puramente e estão
preocupados com o povo. No entanto, há os que estão usando a
Palavra de Deus para conseguir os seus objetivos pessoais.
Na
tarde deste domingo (9), li, estudei e meditei na Palavra de Deus.
Fazendo um estudo sobre jejum, que será ministrado na próxima
sexta-feira (14) no Grupo Missionário de Juniores, Deus me levou,
creio que foi Ele, a I Reis 21. O capítulo traz o episódio
envolvendo o rei Acabe, rei de Israel, e de Nabote, um israelita da
cidade de Jezreel (ficava a 39 quilômetros ao Norte de Samaria,
capital de Israel).
Na
cidade, localizada na planície de mesmo nome, Acabe mantinha uma
residência, seu palácio de inverno. Ao lado da casa, Nabote tinha
uma área onde plantava uvas. No intuito de fazer uma horta, o rei
propõe a Nabote vender a vinha, o que o vizinho não aceitou.
Nabote
se baseava na Lei de Moisés, que dizia que as terras das tribos eram
de Deus, e o povo era somente mordomo dessa terra. A terra não
poderia ser vendida permanentemente, mas era uma herança para toda a
família. Em outras nações, o rei poderia tomar a terra que
quisesse. Mas Acabe, apesar de já ter se mostrado egoísta e
negligente, não forçou Nabote a dar as terras, talvez por conhecer
a lei mosaica, e voltou para casa.
A
rainha Jezabel, esposa de Acabe, viu o marido triste, amuado. Ela o
manda se levantar da cama e, por conhecer as práticas de reis de
outras nações, que usavam o poder para conseguir qualquer objetivo
pessoal, começou a tramar um plano ardiloso para que o seu esposo
tivesse o que mais queria naquele momento: a vinha de Nabote.
Foi
a partir daí que Deus me incomodou. A prática de uso da Palavra de
Deus em benefício próprio, a bel-prazer, não é de hoje. O rei,
naquela época, era considerado o representante de Deus na terra.
Portanto, era tipo assim: “Se o rei falou, é porque Deus
falou...”. Jezabel usou o poder do rei para enviar cartas às
autoridades e nobres da cidade dizendo que havia uma ameaça e que
era para ser feito um jejum.
O
jejum era feito a Deus, e um dos estopins para um jejum a Deus era uma iminente
ameaça ou por causa de uma transgressão. Olha só: Jezabel utilizou
o nome de Deus, uma atitude que somos chamados a ter para ter maior
intimidade com o Senhor, para nos fortalecer, para conseguir algo
pessoal: a terra do vizinho!
Jezabel
determinou a presença de duas pessoas de mau caráter para dizerem
que Nabote havia blasfemado contra Deus e contra o rei. Pecado desse
tipo, de acordo com a Lei de Moisés, era punido com a morte por
apedrejamento. Nabote foi condenado e morto. Mas Deus viu tudo isso.
Deus
é onisciente, onipresente. Ele vê tudo, está em todos os lugares.
Deus determina a Elias ir ter com Acabe e dizer a ele que uma
desgraça viria sobre sua família: a morte dele e dos homens de sua
família. Uma dinastia estava para ser extinta. Mesmo com o
arrependimento de Acabe, que rasgou suas vestes, cobriu o corpo com
pano de saco, jejuou e passou a viver em mansidão, o que levou Deus
a adiar o cumprimento da profecia por uma geração, Jezabel e o rei
(não foi ele quem tramou para Nabote, mas, depois de ficar sabendo o
que aconteceu, consentiu com os atos da esposa) pagaram pelo que fez
ao inocente vizinho.
Dessa
forma, acredito que Deus está vendo tudo o que está acontecendo em
nossos dias, como os líderes estão se portando frente ao que diz a
Palavra do Senhor.
Deus
abençoe a vida de cada um!
Renata
Galdino

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